sexta-feira, 2 de abril de 2010

Medo.

Ultimamente eu tenho sentido medo de escrever coisas no meu diário.
Não quero assumir pra ninguém os meus medos. (Mentira.)
Não quero assumir pra ninguém minhas mentiras. (Mentira.)
Medo de parecer ridícula.
Medo de me sentir hipócrita.
Medo de aceitar que aquelas páginas são eu.

O que eu desenho é espelho.
Não sempre de quem eu sou, mas das coisas que eu quero,
que eu desejo, -tanto.

Mas o meu diário, não.
Documentos de mim.
Comprovando tudo que eu sinto, temo e não faço.
Me assustam, me julgam.
Sou eu.
Como eu não quero ser.
Como eu não quero saber que sou.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ao invés de um texto sugestivo, jogos de palavras, e linhas depois de linhas carregando coragem pra falar, a simples verdade é :

Cansei de não me sentir apaixonada.



















"Lembro de acordar um dia, ao amanhecer. Tinha uma sensação tão forte de possibilidade. Sabe, aquele sentimento?
E eu me lembro de pensar pra mim mesma: Então, esse é o início da felicidade. É aqui que ela começa. E é claro, sempre haverá mais.
Nunca me ocorreu, que aquilo não era o começo.
Aquilo era a felicidade.
Aquele momento.
Aquela hora."

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Eu não sei.

Não sei calcular o que eu falo. Não sei esconder o que eu sinto.
Mesmo que eu não fale as palavras, tá sempre na minha cara, estampado. Enrubescendo. No meu olhar, dando de encontro com o chão.

Sou tímida, sou quieta.
Não sei, e não sou de especular as horas certas pra falar o que já tá ardendo no meu rosto. Não admiro nem um pouco, e até odeio quem automatiza momentos, quem planeja falas e olhares.
Tornando tudo peças de quebra cabeça. Separando algumas para aquele momento, que vai chegar quando as outras já estiverem encaixadas.

Não sei se eu falo a verdade, ou se escondo as mentiras.

Qual é a diferença?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Juro que isso veio de mim.

Que chore, que se esparrame, que saia jorrando de dentro de mim.
Tudo que eu escondo, tudo que eu temo.
Tudo que eu amo.
Um milhão de palavras, flores pra ti.
Enigmas inconfundíveis, reconhecíveis, que só eu sei como queres ouvir.

Mergulha, afunda. E nada na minha vida foi tão verdadeiro quanto isso.
Chora, arranha, dói.
Descobre, eletriza, explora.
Tudo que eu conheço em ti. Esse cheiro, essa cor, essa chama.
Atravessa o meu corpo, e se reafirma.
Inegável.

Cada toque, como um milhão de coisas ao mesmo tempo;
esquecendo.
O que fica pra trás já não importa.
Borrão, ensaios, do que agora é verdade pra mim.

Não posso jamais esquecer,
Que um dia, (hoje fragmentado em anos)
Um dia, eu me senti assim.