segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Aulas em volta, à minha volta, saudade.

O ônibus é o mesmo, os rostos são os mesmos, borrões que eu não conheço. O caminho é o mesmo, a faculdade é no mesmo lugar, longe demais pro meu próprio bem. As pessoas são as mesmas, rostos que eu não conheço tão bem quanto se esperaria. As garotas irritantes continuam sendo garotas irritantes, só ruído.

As pessoas que eu até acho legais ainda estão lá, apesar de que duas faltaram hoje. Os professores não mudaram tanto. Três eu já sei quem são. Dois eu espero que compensem por eles. Um já parece promissor. Eu gosto de professores que citam autores em sala de aula. Me dá vontade de ler o livro dos quais eles tiram trechos. A visita de uma vez por semestre da coordenadora simpática e engraçada é a mesma. A falta de pessoas no turno da manhã é a mesma. E a saudade que me bate todo começo de semestre também é a mesma. Cadê vocês? O que será que vocês estão fazendo agora?

Tu deves estar dormindo, pra variar... -pensar nisso me faz rir pra mim mesma no meio da sala. Tu...com certeza está no estágio. E tu...não sei, me esqueci se tu estudas de manhã ou à tarde...mas acho que é à tarde, por que as vezes tu vais de carona com ela, se não me engano. Tu, nada a ver teres mudado de curso, mas te entendo.
E vocês...eras, realmente não sei nada dos horários de vocês. Acabei de me tocar.

O primeiro dia de aula na faculdade não é em nada como o primeiro dia de aula era no colégio.
E não é por falta de maturidade que eu escrevo isso (acho que não pelo menos...), é por saudade mesmo. De chegar na sala e ver aqueles rostos que eu conheço, ouvir aquele "Oi! e aí?" que eu consigo identificar, no meio das conversas ao redor. De continuar conversas que eu já sei do que tratam. De fazer as piadas que só com vocês eu tenho intimidade pra fazer. De ficar vermelha e sem ar de tanto rir junto com vocês, das maiores besteiras inimagináveis.

Vocês deviam ter todos feito o mesmo curso que eu. Ok, isso foi imaturo.
Mas é só um daqueles desabafozinhos utópicos que a gente insiste em fazer na esperança que se a gente desejar bastante, realmente aconteça. No entanto, talvez a maior confirmação de uma amizade seja a persistência em frente à distância. Ainda fazemos questão da companhia uns dos outros.

Hoje um professor novo meu disse que homens gostam de sentirem-se respeitados, mulheres de sentirem-se amadas. Amigos gostam de sentirem-se considerados. Eu sei que eu gosto, pelo menos.

Pois essa manhã eu estava fazendo questão da companhia da vocês. Voltam as aulas, e em volta de mim, saudade. É, saudade mesmo, eu disse. Melosa e grudenta como esse meu texto vai acabar sendo.

É sempre bom saber que alguém faz questão da sua companhia. Ainda mais quando não é alguém que tem uma certa obrigação de sentir isso, como seus pais, ou algo assim...

Acho que Amigos são apenas pessoas. Que vêem alguma coisa de si mesmas em outras. Ou vêem o que gostariam de ser, em outras. Talvez ídolo e fã ao mesmo tempo. Seja como for, ídolo eu não sei não, mas de vocês, meus Amigos, eu tenho sempre absoluta certeza de que eu sou fã.

Hoje estavam voltando as aulas, e em volta de mim, saudade.

quinta-feira, 31 de julho de 2008




Ainda não acabei de ler, mas já vale a pena postar sobre ele.
Eu cheguei à conclusão que os livros que mais me prendem, eu encontro por acaso.
Esse aí eu encontrei enquanto eu estava andando pela parte de livros da Fox, sem prestar muita atenção em nada, aí de repente meu olho pára em uma capa com uma pessoa abraçando travesseiros. Sendo totalmente adepta de abraçar travesseiros, fiquei curiosa e peguei o livro pra ler um pouco.
Não comprei.
Disse pra mim mesma que se eu continuasse pensando muito nele, eu voltava e comprava.
Duas semanas depois, voltei e lá estava ele, na vitrine. E só pra confirmar mais ainda que era mesmo pra eu comprar o bendito livro, quem diria. Era a última cópia.
Adoro quando isso acontece.
"Só um segundo.
Só um segundo. Só dois meses. Só uma vida inteira. Só um segundo.

-Alô.
-Sou eu.
-Ah. Oi.

Aquilo não ia dar certo. Eu não podia ser a pessoa que gerava uma resposta como aquela."

quarta-feira, 25 de junho de 2008

02:43

Sempre.



Postagem, após postagem nesse blog. O mesmo processo: Pensa, escreve, relê, apaga, tenta de novo, cancela, descarta.

E aquelas que eu realmente chego a postar, tão superficiais...

Sempre sugestões de desabafos, e nunca desabafos por si dizer. As minhas verdades e mentiras, diluídas em palavras, expostas pela metade. - Tão sempre pela metade...

Essa própria postagem agora, me agonia escrever.

Tanta coisa me acontece e não parece real. Não se conclui.
Como se eu estivesse assistindo a minha vida.
Um programa de TV. Que eu não sei interpretar, e ao qual eu não sei reagir.
Ouço o que falam, vejo os gestos, leio os sinais.

Mas cadê todo o significado?

Se perde na minha cabeça.

sábado, 14 de junho de 2008

-"Was it something I said?"

















"You said 'So go!'...with such disdain, you know?"

sábado, 7 de junho de 2008

Não quero as cores.

Não quero as cores.
Quero o lápis preto no papel branco.

Quero não ver o cinza indeciso,
o vermelho apaixonado,
o amarelo alegre,
o laranja inconstante, não...

Não quero as cores.

Quero o preto.
O preto completo,
interrompendo e invadindo
o papel branco e vazio.